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terça-feira, 4 de agosto de 2009

Jazz


Os olhos negros da noite me observam.
E eu corro a cidade atrás de diversão, mas só encontro solidão.
Seu corpo que um dia foi inteiro só meu,
Hoje pertence a qualquer um que possa pagar.
Esse jazz que toca nas ruas.
E eu corro a cidade atrás de diversão.
E vejo os falsos sorrisos que surgem através de um uísque barato.
Eu pertenço à noite e as luzes da cidade jamais se apagam.
E esse jazz não para de tocar, e faz meu corpo delirar.
Eu preciso da noite, pois ela invade meu coração.
Juntas somos uma só, eu a noite e esse uísque barato.
As pessoas já não me olham como antes.
E esse jazz que invade a rua e toma nossa alma loucamente.
Eu agora vivo a noite eu sou a própria noite.
Ela me toma em seus braços
E eu corro a cidade atrás de diversão.
Somos tudo e não somos ninguém, somos apenas noite.
E esse jazz que invade tudo em nos, jazz apenas jazz.
Que me faz mulher, que me faz ser música.
Que me faz cantar e beber. Que me leva a rua,
E me faz correr atrás de diversão.
Jazz apenas jazz.

Outra letra que fiz para meu pai e ele musicou...

Violinos


Deixem que os violinos hoje chorem por mim.

Pois as lágrimas já não descem mais.

O vento que sopra gela minha alma e atormenta meu coração.

Hoje sou corpo e nada mais.

Deixem que os violinos hoje chorem por mim.

Pois a vida se fez cinza sem você.

E minha alma vaga pela escuridão.

As lembranças me adoecem e corroem os meus sentidos.

Deixem que os violinos chorem por mim.

Pois meu coração se parte ao ver você partir.

O amor se fez dentro de mim.

Você levou dentro de si o meu coração.

Então apenas deixem que os violinos chorem por mim mais uma vez.


Letra que fiz para o meu pai e ele musicou...