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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Um Último Adeus...

Hoje olhando para o mar não consegui enxergar a mesma beleza que tantas vezes já enxerguei. Não que ele tenha perdido sua beleza, a beleza continua lá, a beleza se perdeu dentro de mim, a tristeza já não me deixa ver beleza em mais nada.

As lagrimas que caem turvam minhas vistas e a solidão cada vez mais feroz vai se alimentando de tudo que ainda há de bom em mim, e por vezes se torna a minha única companheira.

Sinto o peito vazio como se tudo em mim morresse, e único sentimento que ainda habita em mim é essa tristeza maldita que me devasta por dentro e faz-me sentir minimamente viva. Sou agora um corpo que anda, que vaga com um coração que ainda cisma em bater compulsivamente.

Fico esperando um último suspiro, um leve e doce suspiro de alivio, sem medos ou arrependimentos.

E o mar continua ali, com ondas e pensamentos que vão e que vem, e com toda sua beleza que tantas vezes vi que tantas vezes me fez sorrir, mas que agora não me diz nada, só o que resta é uma leve nostalgia do que já vivi ou pensei viver.

Por tantas vezes pedi ou quis pedir socorro, mas não sei se alguém me ouviu, ou se alguma vez me fiz ouvir, mas hoje olhando pra essas aguas sei que ninguém pode me trazer o alivio que eu preciso, só eu poderei dar descanso a esse corpo cansado, a esse peito vazio e essa tristeza profunda que sinto em minha alma.

Hoje não sei se quero estar mais tão só, cansei dessa solidão que me atormenta. Cansei de viver ilusões, falsos sorrisos, falsas alegrias. Cansei das alegrias engarrafadas, enlatadas, imprensadas. Tudo que um dia eu quis foi sentir algo pleno e verdadeiro que hoje sei não existir.

Agora tudo que quero é partir, partir sem adeus, sem medo, sem lagrimas, sem deixar vestígios. Partir sem deixar saudades nem tristezas, pois a partida pode ser transformada em simples alivio pra quem sofre. Abandonar sem dor essa vida, esse mundo, esse mar!

domingo, 28 de agosto de 2011

Apenas Viajando...

Se as pessoas enxergam as coisas como querem, como distinguir ilusão do que é real? A percepção das coisas muda de pessoa pra pessoa, ninguém enxerga uma arvore da mesma forma e talvez nem mesmo nós enxergamos ela sempre da mesma maneira. O que é belo e o que feio? É logico que existe a beleza incutida pela mídia, ou seja, a padronização de um tipo físico e estético, que leva a maioria das pessoas se guiarem por ele. Mas se todos enxergassem as coisas da mesma forma todos pensariam igual, o que levaria a uma padronização muito maior. O que é belo pra mim nem sempre é belo para o outro e vice versa. Então como saber se esse mundo não é pura ilusão? Até o que escutamos ou sentimos muda de pessoa pra pessoa, cores, sabores, cheiros, texturas, palavras, imagens tudo real e ao mesmo tempo tão ilusório. O modo como enxergamos, ouvimos ou sentimos está diretamente ligada aos sentimentos, das experiências mesmo que inconscientemente, tanto o que nos causa repulsa quanto aquilo que nos agrada. Tanto que uma música não tão genial, mas carregada de sentimentos pode ser tornar muito mais bela do que outra totalmente técnica e perfeita, o mesmo acontece com os textos, fotografias, quadros, e até mesmo com pessoas. Veja como uma pessoa não tão bonita se torna linda por sua simpatia enquanto outra completamente perfeita se torna horrível por sua arrogância.


Nesse mundo nada é real, tudo é apenas fantasia. E em questões de segundos tudo pode se desfazer bem diante de seus olhos. Uma vida inteira se desfaz, e tudo que você enxergava pode se tornar diferente. A minha auto percepção muda de acordo com meus sentimentos, eu nunca me enxergo da mesma maneira, quando me vejo já não sei o que sou, se eu mudo minha maneira de me ver imagina a maneira de ver o mundo?

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Apenas Isso...

É incrível como a minha auto percepção muda tão de repente, fazendo com que eu nunca saiba quem sou, ou como sou. Hoje isso amanhã aquilo, depois isso pra se tornar naquilo novamente. E assim me olho e nunca vejo o real, apenas imagens distorcidas, as vezes monstruosas, as vezes mais amenas. E fico me perguntando o que é real? O real é apenas o momento, nunca terei uma imagem fixa do que sou. Sou aquilo que sinto em cada momento, e em certos momentos tudo é tão ruim que faço coisas que sei que não deveria fazer, mas que aliviam o espírito, mas não mudam a imagem. Só o que muda a percepção é o sentimento que tenho por mim. Chego a loucura, a real emoção, só deixo o que sinto me levar. Amanhã pode ser diferente, ou não. Cada dia é diferente, cada dia um sentimento, um humor, uma imagem, uma dor, ou uma leve esperança e um sopro confuso de alegria. Cada dia um choro, ou sorriso, feridas e cicatrizes, marcas e angustias, sonhos e pensamentos, e pensamentos e mais e mais pensamentos. Pensamentos que não calam, crises existenciais, chega, me deixem viver.

Fantasias... Devaneios de hoje a noite...

Perdida em um mundo de sonhos e realidade me criei. Vivendo entre a fantasia e a realidade. Envolta em loucura e razão. Conheci mundos que somente eu irei conhecer, vivi histórias das quais só eu participei e que outros participaram sem nem saber. Vivo nessa ponte entre dois mundos tentando fugir do que sou, da razão que me enlouquece, que me atormenta. Sem saber quem sou ou o que sou, fingindo, mentindo enganando a mim mesma, mesmo sabendo que ninguém foge do que se é. Buscando respostas onde não existe, só pra me enganar mais uma vez. Sei o que sou, sou nada, sou o nada, sou tudo o que não queria ser. Sou pura razão e sentimento o que não faz o menor sentido, mas sinto e sinto intenso. Sinto a dor na alma e vejo mundo com um olhar solitário por vezes sonhador, sabendo que por vezes estou sozinha no meu modo de ver e sentir. Há momentos em que não me reconheço mais em mim, momentos em que me pergunto se foi real ou apenas sonhos que se revelaram em minha mente insana. As vezes me procuro em melodias e poesias ou em uma garrafa de cachaça, por vezes me encontro pra depois me perder novamente e percebo que foi tudo um delírio. Vivo entre o ser e o não ser, entre sentimentos opostos, sendo uma dualidade constante. Vivo buscando por algo que não sei o que é, tento dar um fim nessa busca que me sufoca, que me atormenta, mas quando penso nela só há um grande vazio, como se tudo escurecesse bem diante dos meus olhos e procuro sem nunca chegar a lugar algum. Não sei mais o que faço, nem mais o que quero, tento ardentemente descobrir, chegar a algum lugar e procuro lugares que não me levam a lugar nenhum. E sei que só no escuro do meu quarto, sozinha no silencio da noite é que posso descansar e voltar ao mundo de fantasias.

Depressão

Depressão que invade a alma e adoece o corpo. Que mata tudo que há por dentro e arranca o sorriso que havia em meus labios. Que fere e marca, tão cruelmente que doi a cada minuto que se passa.
A tristeza que sinto não há motivo nem ao menos razão de existir, não sei porque sinto mas  sei bem o que sinto. Tristeza essa que arranca qualquer vestigio de amor pela vida, qualquer traço de felicidade. É como se tudo em mim morresse, uma paisagem devastada pela dor e sofrimento que nasce a cada dia em meu ser. Tudo doi por dentro e nenhuma dor fisica é capaz de aliviar o que sinto em meu peito.
Quero fugir, fugir do que sou, fugir de mim mesma. Mas como fugir de mim se estarei sempre em mim? Como poderia eu viver fora de mim? Alucinando a mente, criando ilusões e mundos irreais, tentando me esconder, me perdendo em momentos de loucura? Será? No fim eu sempre estarei lá, eu e meu mundo de dor e tristeza sem fim.
E apesar de saber que a dor é extremamente necessaria e as vezes bela não consigo mais conviver com ela de maneira tão intensa. Fugir! Fujo o tempo inteiro. Covardia? Talvez seja tudo que me resta!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Ao Meu Tio, Pai e Amigo Fred!

Hoje dia 9 de agosto meu tio, pai e amigo, Fred faria mais um ano de vida. Hoje já não posso mais lhe escrever nenhuma mensagem com palavras bonitas, desejando o tradicional “muitos anos de vida”, pois esses anos já não existem mais. Então escrevo esses versos embora simples em sua homenagem mesmo sabendo que jamais serão lidos ou ouvidos por você. Meu tio era tudo pra mim. Feliz aniversário meu amigo, meu tio, meu pai. Te amo hoje e sempre.



Fred

Perdidos em sentimentos ele viveu.
Vendo o mundo com um olhar profundo e sensível.
Um coração que não cabia no peito.
Uma alma que não cabia no mundo.

Amores intensos que falavam por si
Amor que faltava em si mesmo.
Não explicava, não sabia
Sabia apenas o que sentia.
E sentia apenas o que vivia.

Viveu intensa e perigosamente
Correu pelo mundo dos sonhos
Viveu o mundo dos pensamentos
Viveu um mundo de palavras.
Palavras hora certas hora erradas.
Às vezes apenas palavras.

Sentia sem sentir
Sorria sem sorrir
Chorava chorando
Chorando de dor, de pavor
Chorando de horror
E às vezes de amor, por amor.

Cativava até o mais duro coração
Trazia alegria, esperança e amor.
Trazia tristezas, choro e dor.
Às vezes ventania, às vezes furacão.
Às vezes calmaria outras ilusão.

Viveu não como quis, mas como deu
Viveu, lutou, fraquejou.
Foi irmão e às vezes solidão.
Foi amor, foi ódio.
Foi tristeza foi ruína
Foi tudo foi nada
Foi a sua sentença,
Mas também sua salvação.

Foi dor, alegria
Foi música foi poesia
Foi intenso sofredor
Foi pai, tio amigo.
Foi apenas o meu guia!

Erro? Erramos!

Hipocrisia, falso moralismo, inverdades, ilusões, relações construídas a base de mentiras!
Pessoas vazias, infelizes fingindo ser o que não são. Rindo, sorrindo, alegremente, tristemente, cheio de demônios dentro de si.
Julgam, criticam e sentem vergonha de quem tem coragem de ser o que é, quando no fundo tudo o que querem é se entregar aos seus desejos mais profundos e intensos, mas tudo que falta é coragem, coragem de ser quem é, de se libertar do moralismo ou falso moralismo, pois muitas vezes fazem quando não há olhos pra observar.
Mentem, enganam e traem a si mesmos, achando que mentem para os outros, quando a pior mentira é aquela que contam pra si mesmo, como se pudessem fugir do que são, do que pensam do que simplesmente sentem.
A verdade pode ser libertadora, pode tirar das costas um peso terrível, mas muitas vezes podem destruir aqueles que gostam de viver uma mentira, sempre se enganando, sempre se iludindo, criando uma falsa proteção, muros de mentiras que um dia desmoronam bem diante de nos e revela o que há de mais profundo no ser humano.
Pensar na verdade pode ser cruel, às vezes passamos a vida tentando nos enganar criando fantasias e sentimentos que não existem dentro de nos, e um dia quando nos deparamos com a verdade ela pode ser para alguns até mortal, mas para outros em um primeiro momento pode ser cruel, mas com o tempo pode ser libertadora.
Muitas pessoas têm tanto medo da verdade que jamais conseguem ficar a só consigo mesmas, pois sabem que só na total solidão é que conseguimos entrar no mais profundo do nosso ser e conhecer a verdade. Daí a necessidade de estar sempre acompanhado mesmo que seja da televisão.
Não gosto de fugir da verdade, não gosto de fugir de quem sou, mesmo que isso me faça sentir um lixo prefiro isso a deixar de ser quem sou. E não ligo pro que os outros pensam por que só o que penso de mim mesma já me basta, não preciso que ninguém me puna, pois dessa parte cuido eu. A bebida não me faz fugir da verdade, apenas me faz fugir da realidade, da realidade desse mundo cruel, dessa vida cruel. Às vezes me leva a loucura, me faz falar demais, agir demais, pensar demais, sentir demais. Isso é ruim? Isso me torna pior que os outros? O que importa é o que sou quem eu sou e o que faço pelos meus amigos, porque quem gosta de mim gosta de mim pelo que sou sem me condenar pelos meus atos insanos e cheios de verdade.
Erros todos nos cometemos, sempre, e a vida está ai pra ensinar, o que nos diferencia é como lhe damos com esses erros, podemos rir de nos mesmos, chorar, nos punir ou simplesmente levantar assumir o erro e continuar a viver sabendo que errar é humano e que sempre continuaremos a errar, mas o importante é aprender com esses erros, ou não, talvez você repita, talvez goste do que fez. Talvez o erro esteja apenas nos olhos dos outros, ou talvez esteja apenas nos seus. Afinal o que é certo e errado?
Por que não aceitar que somos humanos, e que como humanos somos falhos? Todos erram. Então por que julgar o erro dos outros? E se paramos pra pensar certo e errado não existe, o que existe são pessoas vivendo, aprendendo, buscando dentro de si mesmos o que os fazem felizes ou infelizes. E quem somos nós pra julgar ou condenar alguém?

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Sono Finalmente!

Já não sei mais quem eu sou muito menos quem é você.
Já não vejo nada a minha volta, não sinto frio nem calor.
Meus olhos pesam parecem querer fechar para não mais abrir.
Meu corpo cansado pesa e parece que vai tombar.
Os pensamentos parecem que se calam ou vão se esvaindo aos poucos dando espaço pra imagens que se chamam sonhos.
Minha mente vagueia por mundos perdidos, finalmente o sono parece querer chegar.
Luto? Não, não dessa vez. Dessa vez vou me entregar.
Dormir é como não existir por algumas horas, é esquecer tudo lá fora e dar vazão aquilo que vem da alma, do mais profundo do inconsciente.
E nesse momento é tudo que desejo ardentemente.

Escrevi isso ontem morrendo de sono e fui deitar. Resultado perdi o sono e só consegui dormir lá pelas 3 da manhã. E viva a confraria dos sonâmbulos!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Eu apenas queria...

                                                                      

                                                                                  
 Queria sair pelo mundo, olhar em volta e ver a beleza das cores da natureza.
Queria que a vida fosse como um amanhecer de primavera com o sol iluminando a janela e as flores se abrindo pra enfeitar o jardim. Que tivesse o cheiro da comida que vem da cozinha da minha avó e fosse tão doce e suave quanto os bolos que ela fazia quando eu era criança. Que fosse tão simples e fácil quanto quando eramos crianças e a única preocupação era a de pensar em qual brincadeira iriamos brincar primeiro, sem medo de correr riscos e se entregar.
Queria poder calar meus pensamentos e escutar a alma que grita que chora.
Queria poder ver o mundo como na primeira vez, com olhar de uma criança em toda sua inocência.
Queria poder enxergar o bem, o bem mais puro, o verdadeiro altruísmo daquele que se entrega de verdade sem esperar nada em troca nem mesmo um lugarzinho no céu.
Queria que houvesse entre as pessoas ao menos respeito. Não precisamos de aceitação apenas respeito pelo que somos, pelo que escolhermos ser.
Queria ser livre pra ser quem sou sem medo de olhares ou palavras feias. Livre de questões morais, do bem ou do mal, do certo e do errado, por que no fundo nada disso existe, somos apenas humanos vivendo, fazendo o que mandam nossos sentidos, nossos instintos, nossos sentimentos por mais que pareçam cruéis.
Queria dançar com o vento, sentir a água do mar bater em meus pés e ver a água que vai e vem, deitar em baixo de uma cachoeira, colocar os pés descalços na terra e sentir a natureza em mim, pois é isso que somos. Natureza.
Queria me apaixonar mais, mesmo que dure um ou dois dias, mas sentir paixão profundamente e me sentir viva, e não falo só de paixão por pessoas, mas por uma música, um livro, uma fotografia, uma dança ou profissão.
Queria não sentir esse vazio constante, essa falta de algo que nem sei. É como se ao nascer tivesse perdido algo que nunca vou recuperar. O álcool preenche esse vazio, mas até quando?
Queria poder acreditar em algo, nem que fosse em alguém, mas a muito já não tenho fé em nada.
Queria me perder e depois me encontrar, me sentir viva, e permitir viver. Me entregar as minhas loucuras e deixar rolar mesmo sem entender o por que, ou sem saber no que vai dar.
Queria às vezes perder a lógica e a razão, e me deixar guiar pelos sentidos e a emoção. Deixar florescer sentimentos dos quais tenho fugido minha vida toda.
Queria mais há muito não consigo me entregar às belezas da vida. A vida por vezes nos torna pessoas mais duras e inflexíveis. E de maneira bruta muda nosso olhar inocente para um mais triste e profundo, ou muito das vezes para um olhar amargo e cruel. Não que eu não veja beleza nas coisas, mas já não vejo futuro pra ela. Vivemos em um mundo doente que nos sufoca e adoece a cada dia que passa.
Então queria que um dia todos parassem e buscassem dentro de si a criança que um dia foram e se perguntassem: Será que era isso mesmo?

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Um pequeno conto de amor! (Ainda trabalhando nele)

Um Pequeno Conto de Amor




Já passava da meia noite quando ele chegou à casa de Ana, sua porta estava entreaberta, o que fez estranhar já que Ana morria de medo de tudo. Ela jamais deixaria a porta aberta àquela hora.
Da sala via-se a porta do quarto aberta, ele se aproximou e viu seu corpo nú sob a cama. A luz da lua que entrava pelo feixe da janela ilumina suas curvas perfeitas.
Ele ficou ali a olhando com ternura durante algum tempo, tentou se aproximar sem fazer barulho para não acorda-la. Ele adorava a observar enquanto dormia, assim ela parecia um anjo despida de todo pudor mas vestida com toda inocência, o rosto lindo e delicado se fazia mais delicado enquanto dormia e as vezes sonhava e resmungava coisas que ele nunca entendia e nem queria entender pois toda vez que a observava entrava em estado de contemplação profunda e seus resgumungos só o faziam voltar ao mundo real por questões de segundos logo voltava a admira-la. E sentia dentro de si algo que ele não conseguia compreender, um sentimento profundo que ele não sabia explicar e nem confessava ser amor.
Mas seu silêncio foi em vão, ao chegar mais perto viu seus olhos semi-cerrados, no seu corpo já não havia mais vida. Então olhou para seus pulsos cortados e o sangue que manchava o lençol, o mesmo lençol em que tantas vezes eles fizeram amor.
Ele gritou, gritou por Ana. No fundo sentia-se culpado, seus gritos eram forte, de dor e pesar.
Ana em fim cumprira sua promessa, tirou a própria vida por não ter o amor de Paulo, um amor que embora ela tivesse ela nunca conseguiu sentir.
Pobre Paulo, só agora vendo ela sobre a cama percebeu o quanto a amava. Como foi estúpido com ela e com ele.
Agora ele pensava no que iria fazer da sua vida sem sua doce e delicada Ana. E ainda carregar sozinho a culpa por essa desgraça.
Chorou, logo ele que nunca chorava, chorou e se viu sozinho. Não havia quem viesse lhe socorrer, quem ouvisse seus gritos de dor.
Ficou ali sentado olhando para Ana, com as lembranças que corroíam sua mente. E eram muitas as lembranças boas sobre ela. Ele ficou ali sem se dar conta que o dia já clareava.
Horas se passaram até que ele tomasse uma decisão. Foi até o telefone e chamou a emergência.
Quando os enfermeiros chegaram viram não um mais dois corpos nus sobre a cama.
Ele havia se matado para viver com Ana em outra vida.
Um amor que jamais se concretizou.
Ana jamais pertenceu a Paulo. Porem nem um nem outro jamais haviam se entregado a mais ninguém.