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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Eu apenas queria...

                                                                      

                                                                                  
 Queria sair pelo mundo, olhar em volta e ver a beleza das cores da natureza.
Queria que a vida fosse como um amanhecer de primavera com o sol iluminando a janela e as flores se abrindo pra enfeitar o jardim. Que tivesse o cheiro da comida que vem da cozinha da minha avó e fosse tão doce e suave quanto os bolos que ela fazia quando eu era criança. Que fosse tão simples e fácil quanto quando eramos crianças e a única preocupação era a de pensar em qual brincadeira iriamos brincar primeiro, sem medo de correr riscos e se entregar.
Queria poder calar meus pensamentos e escutar a alma que grita que chora.
Queria poder ver o mundo como na primeira vez, com olhar de uma criança em toda sua inocência.
Queria poder enxergar o bem, o bem mais puro, o verdadeiro altruísmo daquele que se entrega de verdade sem esperar nada em troca nem mesmo um lugarzinho no céu.
Queria que houvesse entre as pessoas ao menos respeito. Não precisamos de aceitação apenas respeito pelo que somos, pelo que escolhermos ser.
Queria ser livre pra ser quem sou sem medo de olhares ou palavras feias. Livre de questões morais, do bem ou do mal, do certo e do errado, por que no fundo nada disso existe, somos apenas humanos vivendo, fazendo o que mandam nossos sentidos, nossos instintos, nossos sentimentos por mais que pareçam cruéis.
Queria dançar com o vento, sentir a água do mar bater em meus pés e ver a água que vai e vem, deitar em baixo de uma cachoeira, colocar os pés descalços na terra e sentir a natureza em mim, pois é isso que somos. Natureza.
Queria me apaixonar mais, mesmo que dure um ou dois dias, mas sentir paixão profundamente e me sentir viva, e não falo só de paixão por pessoas, mas por uma música, um livro, uma fotografia, uma dança ou profissão.
Queria não sentir esse vazio constante, essa falta de algo que nem sei. É como se ao nascer tivesse perdido algo que nunca vou recuperar. O álcool preenche esse vazio, mas até quando?
Queria poder acreditar em algo, nem que fosse em alguém, mas a muito já não tenho fé em nada.
Queria me perder e depois me encontrar, me sentir viva, e permitir viver. Me entregar as minhas loucuras e deixar rolar mesmo sem entender o por que, ou sem saber no que vai dar.
Queria às vezes perder a lógica e a razão, e me deixar guiar pelos sentidos e a emoção. Deixar florescer sentimentos dos quais tenho fugido minha vida toda.
Queria mais há muito não consigo me entregar às belezas da vida. A vida por vezes nos torna pessoas mais duras e inflexíveis. E de maneira bruta muda nosso olhar inocente para um mais triste e profundo, ou muito das vezes para um olhar amargo e cruel. Não que eu não veja beleza nas coisas, mas já não vejo futuro pra ela. Vivemos em um mundo doente que nos sufoca e adoece a cada dia que passa.
Então queria que um dia todos parassem e buscassem dentro de si a criança que um dia foram e se perguntassem: Será que era isso mesmo?

3 comentários:

Anônimo disse...

A beleza de um olhar inocente sobre o mundo ...Vej que vc não esqueçeu a sua visão infantil do mundo isso é uma dadiva...fico feliz em saber que ainda pessoas como vc...

Clara Lafetá disse...

Valeu Sr. Anonimo!!! Que bom que gosta dos meus textos... Esse ficou meio breguinha... Mas tô tentando sair um pouco do depressivo pra por mais alegria na minha vida... rs... Bjs...

Anônimo disse...

Não tá brega não Clara...Tá no estilo do Beto guedes rsss....gosto muito das composições dele..Variar é sempre bom..olha ate o fim do ano acho que teremos um Cd pronto rss....e um livro de contos ..rsss...Escreve muito isso sempre faz bem...Ok...bjoass..