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terça-feira, 8 de novembro de 2011

Solidão

Nada preenche o espaço da solidão.
As horas que passam e não param, passam lentamente.
Olho pro tempo, olho pro espaço. Sinto o bater das horas, o bater no espaço.
Sinto o vazio no tempo que passa com fúria, que passa sem nada.
A estrada do tempo, das horas que vagam. A estrada que leva a solidão.
Caminho por ela, sem destino, sem futuro, apenas caminho.
Caminho mesmo sabendo do fim, o fim que não leva a nada.
Observo o vazio, denso e pesado, que pisa na alma e sufoca o peito.
Vazio que estraçalha, que corta como navalha.
Nada preenche o espaço da solidão.
O álcool que preenche é o mesmo que esvazia.
O comprimido que alegra é o mesmo que entristece.
Perto da solidão sigo meu caminho, e continuo sabendo meu fim.
A solidão não chora, é amarga e devora os sentimentos que ainda apavoram.
Sinto o medo e o pavor, sinto dor, e sinto muito se já não sinto amor.
Já não sinto mais nada, não quero simplesmente sentir mais nada.
Fujo de mim e do que sinto. E caminho para a solidão para o nada!

2 comentários:

Unknown disse...

Não lenbro de ter lido essa muito bonita baby ...

Unknown disse...

pelo menos voltou a escrever..rss..comtinue vc escreve muito bem..