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quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Viajens na madruga!


Sim as vezes sou cruel, sádica  sou perversa, tenho a alma humana. As vezes me choco, me magoo, me comovo, mas muitas vezes a crueldade mundana me passa desapercebida por olhares perdidos. As vezes me enoja olhar a natureza humana que maltrata, que machuca que devora a alma, mas as vezes sou eu quem a devoro.

Sim sou eu em minha mais pura essência, sou devassa puta mas as vezes me recolho a minha insignificância perante a alma soberba. Sou de alma grande mas bem pequena perante a vida que destrói todos os sentidos e corroí todos os instintos que lutam por sobrevivência.

Rio e choro da desgraça alheia pra não chorar diante de minha própria desgraça. Avanço o sinal, não paro, não penso vivo. Mas quando paro e reflito sinto tudo e me sinto nada.

A vida confunde, devora, atropela e a realidade vem nos assombrar.

Sou humana, tenho a alma e os instintos humanos sombrios e apavorantes, me permito apenas gozar, realizar. Sou má, já desejei a morte de muitos e a minha própria, não que isso me faria matar, ou matar-me, mas desejo e sinto, me delicio com a ideia. E quem não?

Quem pode-se dizer perfeito de alma pura? Todos temos a sombra dentro de nós, todos temos uma escuridão na alma. Uns a escodem, outros a utilizam mas outros como eu a equilibram e vivem com isso sabendo que tudo faz parte de uma única natureza.