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domingo, 30 de dezembro de 2012


Despertar

Despertar do vazio e perceber que não há nada nem ninguém.
Despertar para dentro de si mesmo e perceber que tudo morreu.
Devorado, devastado, sem amor por ninguém.
Olhar no espelho e não se enxergar não saber mais quem você é ou foi.
Olhar no espelho dentro de seus próprios olhos e não ver mais alma.
De repente se sentir só e sentir o monstro que começa a surgir.
Ele quer apenas despertar, sair do escuro que viveu por muito tempo.
A dor já não assusta a dor te liberta. E já nem sente mais.
Provocar, infligir dor como objetivo de satisfação.
Um doce e profundo olhar esconde o sorriso sádico que nasce agora em seus lábios.
Nada como despertar o mal que havia em si.

Esquinas da Solidão

Passeando por esquinas e becos
Sonhando acordada anestesiando a alma
Jogada no mundo jogando com a vida
Contempla as estrelas se perde entre visões
Já não se lembra se eram reais ou apenas ilusões
Olhando de lado olhando profundamente dentro de nós
Sentindo frio e solidão querendo partir querendo ficar
Se lança no mundo e brinca com a sorte
Sem medo sem rumo por trilhas perdidas
A noite te chama te leva  na dança
A noite é cruel mas o perigo atrai e seduz
Serve mais um drink acende um cigarro
Ela grita por dentro grita em silêncio
Um lamento profundo ela chora e se esconde de si
Ela brinca com a vida tentando achar a morte.
Passeando entre becos e esquinas ela se perde em solidão
Ela quer e deseja ela se esquece 
Ela não quer perdão nem ao menos compaixão
Ela encontra frieza e vive paixões
Ela apenas vive até encontrar a morte entre becos e esquinas.
Poliana 

Parada na esquina ela ficava. Secando garrafas, alimentado-se de cigarros.
Alimentava a solidão, a solidão que a devorava. 
Os olhos tristes vazios, fitavam no nada, perdia-se em si mesma, buscando respostas, respostas vazias.
De longe se via sua bela imagem, de perto sentia-se o vazio despertar em seus olhos, um leve vazio que pesava na alma. Alma condenada, presa no corpo um corpo cansado.
As vezes olhava os cacos na calçada, pensava em sangrar o corpo pois já não aguentava sangrar a alma.
Caída na sargeta pensava em algo maior que a dominava, algo que não explicava mas sempre acabava voltando pra depois retornar ao nada.