Poliana
Parada na esquina ela ficava. Secando garrafas, alimentado-se de cigarros.
Alimentava a solidão, a solidão que a devorava.
Os olhos tristes vazios, fitavam no nada, perdia-se em si mesma, buscando respostas, respostas vazias.
De longe se via sua bela imagem, de perto sentia-se o vazio despertar em seus olhos, um leve vazio que pesava na alma. Alma condenada, presa no corpo um corpo cansado.
As vezes olhava os cacos na calçada, pensava em sangrar o corpo pois já não aguentava sangrar a alma.
Caída na sargeta pensava em algo maior que a dominava, algo que não explicava mas sempre acabava voltando pra depois retornar ao nada.
Parada na esquina ela ficava. Secando garrafas, alimentado-se de cigarros.
Alimentava a solidão, a solidão que a devorava.
Os olhos tristes vazios, fitavam no nada, perdia-se em si mesma, buscando respostas, respostas vazias.
De longe se via sua bela imagem, de perto sentia-se o vazio despertar em seus olhos, um leve vazio que pesava na alma. Alma condenada, presa no corpo um corpo cansado.
As vezes olhava os cacos na calçada, pensava em sangrar o corpo pois já não aguentava sangrar a alma.
Caída na sargeta pensava em algo maior que a dominava, algo que não explicava mas sempre acabava voltando pra depois retornar ao nada.
Nenhum comentário:
Postar um comentário