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terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Ultimo Adeus


Andando em ruas escuras por botecos e bares
Garrafas vazias, guimbas e fumaça que desprende
Falsos sorrisos, falsos amigos, falsa liberdade
Presa ao destino e aos vicios, se lança no mundo
Pega a vida se agarra a ela a vida que fere que sangra
Deita sobre as estrelas deseja estar junto a elas
Caminha por estradas seguindo a solidão
A solidão que sempre a acompanha.
Leva consigo apenas histórias e amores perdidos
Caminha apenas caminha de olhos vendados enxerga mais longe
Acende a ilusão e anestesia a dor, sente sem sentir
Lágrimas de dor borram sua visão
Mal consegue sair do lugar
Acende mais um cigarro que se desfaz
Bebe o último gole e espera 
Ouve o silêncio na solidão
Ouve apenas os gritos reclusos em si mesma
As luzes se apagam e ela já não sente
Alivia a alma e tomba 
Nada mais pode a ferir 
Agora ela é apenas mais uma lapide entre tantas que a cercam.

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