Um dia ela decidiu que jamais amaria ninguém.
E criou uma amadura contra o amor.
Tinha medo de sofrer, de ser abandonada.
Sim medo, a armadura era forte, mas seu interior era frágil demais.
Cada vez que a armadura começava a ruir ela fugia, e a tornava mais forte.
Mas se esqueceu de que era humana não uma máquina.
Então ela descobriu o amor e fez tudo errado porque não sabia lhe dar com esse sentimento.
Tentou fugir, foi fria, egoísta. E acabou estragando tudo.
Por medo de se entregar, de ser feliz, talvez ela achasse que não merecia ser feliz.
Quis uma nova chance, deixou todo seu orgulho, mas já era tarde demais para os dois.
Agora ela se pergunta o que fazer com essa dor?
Nunca imaginou que essa dor seria tão cruel, tão forte.
E pensou será que não existe outra anestesia senão a morte?
Quis arrancar aquele amor do seu peito. Deixar as lágrimas caírem até seus olhos secarem.
E criar uma armadura tão forte que jamais ninguém chegaria mais ao seu coração.

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