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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Teatro da Vida


Eu vivo em uma gangorra perigosa

Uma dança cheia de nuances de sentimentos que se misturam
Fúria, explosão, raiva, ódio
E de repente ela fica suave, serena
Trás a paz, a delicadeza.
Como uma paisagem toda colorida
Ai um violino chora e todos acompanham
Medo, vazio, melancolia, luto
Vontade de correr, fugir, sumir
Todos os sentimentos flutuando, devastando
Toda uma vida vivida no corpo da bailarina
Nas notas tocadas, nas mãos do maestro
Às vezes palmas as vezes silêncio absoluto
Umas noites repletas, outras completamente vazias
Há na plateia quem se junta na sua dança e a torne mais suave, 
a quem tente e não consegue, há aqueles que bagunçam tudo
Há os que fogem, os que nunca mais voltam
Mas todos absorvem um pouco da sua música, da sua imagem, da sua dança.
E no final retirasse a mascara, a fantasia, a armadura.
E a dança chega ao seu fim, e restam as rosas jogadas
E o silêncio eterno no grande teatro da vida.

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