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quarta-feira, 26 de outubro de 2011
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Carta de agradecimento ao Sr. Marquinho Mendes
Caro prefeito, eu como cidadã Cabo-friense venho por meio dessa agradecê-lo por sua ótima gestão, principalmente no que diz respeito ao turismo. (Kkkkkkkk... Espera me lembrei de uma piada!) Afinal de contas a cidade é para o cidadão e não para o turista, não é mesmo? Turista pra que? Os turistas podem até gerar renda, mas eles adoram sujar a cidade, quebrar coisas, incomodar os moradores, né. Ótima sacada heim prefeito.
Tenho que dizer aqui que cada vez que passeio pela cidade, e vejo lojas falindo, pessoas sem emprego, camelôs e mendigos que se espalham pela cidade a olhos vistos, pousadas e hotéis as moscas, e o descaso com o patrimônio público e pontos turísticos, tento me lembrar de que o senhor fez tudo isso pelo bem do povo. (kkkkkkkkk... Aff... Hoje as piadas resolveram voltar à memória, todas de uma vez) E sei que todos aqueles que vivem do turismo direta e indiretamente vão concordar comigo, que apesar dos pesares a cidade está cada vez melhor, é só parar pra pensar, veja bem como as coisas melhoraram, podemos até citar alguns exemplos... hum... Deixe me ver... Eu poderia dizer que... Nossa veio um vazio agora na minha mente. Espera, passemos para outros tópicos e agradecimentos.
Queria também agradecer pela passagem de um real, nossa incrível essa ideia, né, assim o povo fica feliz e esquece o problema do monopólio, eu mesma fico super feliz esperando às vezes mais de uma hora em pé no ponto pelo ônibus da salixeira, ops, digo salineira. Mas ainda bem que eu não trabalho, assim eu posso esperar porque não tenho pressa, se eu trabalhasse seria obrigada a pegar um ônibus mais caro pra não perder a hora, mas como na cidade já não existe empregos eu posso perfeitamente pagar um real, olha que maravilha.
Também temos que dizer que estamos todos impressionados com tantos processos contra o senhor. Como assim? Como alguém pode abrir processo contra uma pessoa tão honesta, mas ainda bem que a justiça é cega, e você tem muitos amigos na ALERJ, no MP, no Governo do RJ, que sabem o valor de um homem honesto como o senhor, e por isso seus inimigos nunca conseguem te derrubar. O senhor não sabe como ficamos felizes cada vez que você volta sempre lindo e sorridente. (kkkkkkkkkkkk... Nossa tá demais esse negocio de piada)
Ah! Também tenho certeza que os funcionários públicos, e eu não sou uma delas, já que não consegui passar no concursos de cartas marcadas, digo de provas compradas, digo, a deixa pra lá... Mas como eu ia dizendo, os funcionários concursados, não seus contratados, estão super felizes com seus salários, principalmente os professores, a gente vê que o Senhor é uma pessoa que valoriza a educação. E a área de saúde então, essa sim é uma beleza, afinal saúde é com você mesmo, né. Olha eu pessoalmente já fui conferir, nunca fui tão mal, ops, tão bem tratada em toda minha vida, foi muito comovente perceber que pela primeira vez o médico me receitou dipirona ao invés do tradicional voltarem. O Hospital da Mulher, e da Criança são dois exemplos incríveis de como as pessoas são super bem tratadas nesse seu governo fantástico.
Eu poderia ficar aqui falando horas sobre sua maravilhosa gestão, mas a emoção já é tanta que fico com medo de vomitar em cima do teclado. Então vou ficando por aqui mesmo. Valeu Marquinho, o povo de Cabo Frio agradece!
Clara Lafetá
Caro prefeito, eu como cidadã Cabo-friense venho por meio dessa agradecê-lo por sua ótima gestão, principalmente no que diz respeito ao turismo. (Kkkkkkkk... Espera me lembrei de uma piada!) Afinal de contas a cidade é para o cidadão e não para o turista, não é mesmo? Turista pra que? Os turistas podem até gerar renda, mas eles adoram sujar a cidade, quebrar coisas, incomodar os moradores, né. Ótima sacada heim prefeito.
Tenho que dizer aqui que cada vez que passeio pela cidade, e vejo lojas falindo, pessoas sem emprego, camelôs e mendigos que se espalham pela cidade a olhos vistos, pousadas e hotéis as moscas, e o descaso com o patrimônio público e pontos turísticos, tento me lembrar de que o senhor fez tudo isso pelo bem do povo. (kkkkkkkkk... Aff... Hoje as piadas resolveram voltar à memória, todas de uma vez) E sei que todos aqueles que vivem do turismo direta e indiretamente vão concordar comigo, que apesar dos pesares a cidade está cada vez melhor, é só parar pra pensar, veja bem como as coisas melhoraram, podemos até citar alguns exemplos... hum... Deixe me ver... Eu poderia dizer que... Nossa veio um vazio agora na minha mente. Espera, passemos para outros tópicos e agradecimentos.
Queria também agradecer pela passagem de um real, nossa incrível essa ideia, né, assim o povo fica feliz e esquece o problema do monopólio, eu mesma fico super feliz esperando às vezes mais de uma hora em pé no ponto pelo ônibus da salixeira, ops, digo salineira. Mas ainda bem que eu não trabalho, assim eu posso esperar porque não tenho pressa, se eu trabalhasse seria obrigada a pegar um ônibus mais caro pra não perder a hora, mas como na cidade já não existe empregos eu posso perfeitamente pagar um real, olha que maravilha.
Também temos que dizer que estamos todos impressionados com tantos processos contra o senhor. Como assim? Como alguém pode abrir processo contra uma pessoa tão honesta, mas ainda bem que a justiça é cega, e você tem muitos amigos na ALERJ, no MP, no Governo do RJ, que sabem o valor de um homem honesto como o senhor, e por isso seus inimigos nunca conseguem te derrubar. O senhor não sabe como ficamos felizes cada vez que você volta sempre lindo e sorridente. (kkkkkkkkkkkk... Nossa tá demais esse negocio de piada)
Ah! Também tenho certeza que os funcionários públicos, e eu não sou uma delas, já que não consegui passar no concursos de cartas marcadas, digo de provas compradas, digo, a deixa pra lá... Mas como eu ia dizendo, os funcionários concursados, não seus contratados, estão super felizes com seus salários, principalmente os professores, a gente vê que o Senhor é uma pessoa que valoriza a educação. E a área de saúde então, essa sim é uma beleza, afinal saúde é com você mesmo, né. Olha eu pessoalmente já fui conferir, nunca fui tão mal, ops, tão bem tratada em toda minha vida, foi muito comovente perceber que pela primeira vez o médico me receitou dipirona ao invés do tradicional voltarem. O Hospital da Mulher, e da Criança são dois exemplos incríveis de como as pessoas são super bem tratadas nesse seu governo fantástico.
Eu poderia ficar aqui falando horas sobre sua maravilhosa gestão, mas a emoção já é tanta que fico com medo de vomitar em cima do teclado. Então vou ficando por aqui mesmo. Valeu Marquinho, o povo de Cabo Frio agradece!
Clara Lafetá
domingo, 16 de outubro de 2011
Pensamentos...
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| Kali - Deusa da Morte |
Sinto por mim um desprezo enorme, algo que nem mesmo eu entendo, nem ao menos sei explicar. Só sei que é tão forte e profundo que dilacera a alma, a ponto de já não saber quem sou. Olho e já não me vejo, já não caibo mais em mim, já não pertenço a esse corpo. Corpo que odeio que me enoja, alma que desprezo, ser desprezível.
Sinto-me cruel, antes de tudo, cruel comigo mesma. Sim fui cruel comigo, fui cruel com a vida, com os outros. Fria, egoísta e acima de tudo covarde. Mas sou aquilo que sou não posso mudar. O que querem de mim? Não posso mudar, não posso fingir, antes de qualquer coisa sou real. Sei o que sou, e o que não sou, sei como eu me sinto, ou como não me sinto.
Tristeza que me corta a alma, que dilacera a pele, que sangra, sangue que escorre que se misturam a lágrimas, lágrimas que já não tenho. Choro minha dor, a dor que se torna prazer, e que retorna a dor ainda mais pesada e intensa. Viver ou morrer, que diferença faz? Morrer é sair do nada para um nada ainda mais absoluto, onde não há dor, pensamentos ou sentimentos. É apenas o fim disso tudo que chamam de vida.
Eu não temo a morte, temo a vida. Viver dói, cansa, perturba, machuca. Já não quero mais fugir, apenas me entregar cansada aos braços da morte. Desejo absoluto pelo adormecimento eterno, sem sonhos ou fantasias, sem medos e tristezas, sem dor, sem vazio.
Escrevendo Palavras
Escrevendo a dor
A dor que sou
Que me faz e me desfaz
Que me leva pra fora de mim
E me devolve ao que sou.
Essa dor que grita e esvazia a alma
Que geme na solidão, no vazio do espaço.
A dor que dilacera que queima que sangra.
A dor que sinto que não sinto
Que torna tudo em vazio.
Já não sei se sou se quero ser.
Já não sei ao certo se quero viver,
Nem ao menos sei se vivo.
Sinto, sonho, me calo, fujo.
Olho e vejo o vazio, o buraco, caio.
Ando por cima de fantasias, e desventuras,
Sinto o real imaginário. Sangra a ferida.
Escrevo, apago, reescrevo rasgo.
Invento, reinvento, trago.
Crio, recrio, minto.
Grito bem alto para o vazio na solidão.
Choro sem lágrimas, choro vazio, choro confuso.
Não, não quero ser mais nada.
Não, não sou mais nada,
Não tenho essa ilusão.
Morte morrida? Morte matada?
A dor que sou
Que me faz e me desfaz
Que me leva pra fora de mim
E me devolve ao que sou.
Essa dor que grita e esvazia a alma
Que geme na solidão, no vazio do espaço.
A dor que dilacera que queima que sangra.
A dor que sinto que não sinto
Que torna tudo em vazio.
Já não sei se sou se quero ser.
Já não sei ao certo se quero viver,
Nem ao menos sei se vivo.
Sinto, sonho, me calo, fujo.
Olho e vejo o vazio, o buraco, caio.
Ando por cima de fantasias, e desventuras,
Sinto o real imaginário. Sangra a ferida.
Escrevo, apago, reescrevo rasgo.
Invento, reinvento, trago.
Crio, recrio, minto.
Grito bem alto para o vazio na solidão.
Choro sem lágrimas, choro vazio, choro confuso.
Não, não quero ser mais nada.
Não, não sou mais nada,
Não tenho essa ilusão.
Morte morrida? Morte matada?
Não, só a morte da alma.
segunda-feira, 10 de outubro de 2011
Poesia
Mario Quintana disse que uma boa poesia não é aquela que a gente lê, e sim aquela que lê a gente. Então vai ai uma ótima poesia.
Psicologia de um vencido
Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênese da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.
Profundissimamente hipocondríaco,
Este ambiente me causa repugnância...
Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia
Que se escapa da boca de um cardíaco.
Já o verme - este operário das ruínas -
Que o sangue podre das carnificinas
Come, e á vida em geral declara guerra,
Anda a espreitar meus olhos para roê-los,
E há de deixar-me apenas os cabelos,
Na frialdade inorgânica da terra!
Augusto dos Anjos
Psicologia de um vencido
Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,
Sofro, desde a epigênese da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.
Profundissimamente hipocondríaco,
Este ambiente me causa repugnância...
Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia
Que se escapa da boca de um cardíaco.
Já o verme - este operário das ruínas -
Que o sangue podre das carnificinas
Come, e á vida em geral declara guerra,
Anda a espreitar meus olhos para roê-los,
E há de deixar-me apenas os cabelos,
Na frialdade inorgânica da terra!
Augusto dos Anjos
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