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domingo, 16 de outubro de 2011

Pensamentos...

Kali - Deusa da Morte
Já não sei quem sou hoje sou apenas nada. Sou eu em minha mais pura essência. Já não sei se quero ser, se algum dia serei. Como sentir? Como ser? E ser o que, se nada sou. Sinto como se eu fosse um buraco imenso na imensidão do mundo. Um profundo e absoluto nada. Morre a alma, morre o desejo, morre a vida, só não morre a dor e melancolia.


Sinto por mim um desprezo enorme, algo que nem mesmo eu entendo, nem ao menos sei explicar. Só sei que é tão forte e profundo que dilacera a alma, a ponto de já não saber quem sou. Olho e já não me vejo, já não caibo mais em mim, já não pertenço a esse corpo. Corpo que odeio que me enoja, alma que desprezo, ser desprezível.

Sinto-me cruel, antes de tudo, cruel comigo mesma. Sim fui cruel comigo, fui cruel com a vida, com os outros. Fria, egoísta e acima de tudo covarde. Mas sou aquilo que sou não posso mudar. O que querem de mim? Não posso mudar, não posso fingir, antes de qualquer coisa sou real. Sei o que sou, e o que não sou, sei como eu me sinto, ou como não me sinto.

Tristeza que me corta a alma, que dilacera a pele, que sangra, sangue que escorre que se misturam a lágrimas, lágrimas que já não tenho. Choro minha dor, a dor que se torna prazer, e que retorna a dor ainda mais pesada e intensa. Viver ou morrer, que diferença faz? Morrer é sair do nada para um nada ainda mais absoluto, onde não há dor, pensamentos ou sentimentos. É apenas o fim disso tudo que chamam de vida.

Eu não temo a morte, temo a vida. Viver dói, cansa, perturba, machuca. Já não quero mais fugir, apenas me entregar cansada aos braços da morte. Desejo absoluto pelo adormecimento eterno, sem sonhos ou fantasias, sem medos e tristezas, sem dor, sem vazio.

2 comentários:

Anônimo disse...

Estou boqueaberto..gostei muito pensamentos olha da para fazer umas duas musicas e aproveitar vou te que trabalhar mais suas letras estão cada vez melhores..bjokas..

Clara Lafetá disse...

Valeu meu anônimo preferido... beijos